1 - Propomos o fim do sistema por amostragem:
O Ecad usa o sistema por amostragem para contabilizar quem deve receber direito autoral. Esse sistema capta apenas de forma parcial o que é tocado nas rádios brasileiras. As rádios pagam ao Ecad o valor relativo a tudo que é tocado em sua programação. O Ecad, por só conseguir captar parcialmente o que e quem foi tocado em cada rádio, também distribui apenas parcialmente o recolhimento, ou seja, entre os maiores. Então fica assim: o Ecad recebe o valor integral mas distribui parcialmente. Um valor é gerado por um determinado artista ao ter sua música tocada, mas este não foi captado no processo de amostragem. Daí o dinheiro é desviado e vai parar nas mãos de terceiros. Quem?

2 - A automatização do sistema:
O Ecad já desenvolveu um programa que permite que cada rádio repasse de forma totalmente automatizada a programação diária das músicas. Com isso fica-se sabendo exatamente quem tocou e o quanto cada um deve receber. Mas o uso deste programa não é obrigatório. É preciso virar lei.
Também no caso de bares e casas de show, obrigatoriedade da relação completa das músicas executadas ao vivo e mecanicamente. Como distribuir de forma justa sem esse tipo de controle?

3 - Criação de um órgão fiscalizador das ações do ECAD:
O Ecad, que arrecadou mais de 268 milhões de reais só em 2006, atualmente é fiscalizado pelas 10 associações de compositores, arranjadores e intérpretes ligadas à rede que compõem a instituição. Aqui fora ninguém sabe o que acontece, não há transparência na distribuição, não há fiscalização.

"Este abaixo assinado será encaminhado ao Ministério Público Federal".